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Sobre a democracia - política em instituição acadêmica.


Há alguns meses falei sobre a importância de expor nosso desejo através do voto, pelo um ato democrático na escolha não de apenas um candidato, mais, de alguém que buscaria através de propostas, planos e projetos, desejos que de maneira direta refletiram na nossa busca de mudança, de renovação, e sobre tudo alguém que demonstrasse nossos mesmos “interesses”, não pela reflexão de poder ou posse, e sim, de aprimoramento numa instituição há qual conseguisse por meio da socialização a formação de uma nova história sobre o campus.
Ao que nos parece é que a história anda meio convertida, contraditória, de exposições “alheias”, relatos e falas maus explicadas, de “Dedos” que parecem apontar coisas, sem um controle da mão. Um campus cuja essência perece estar escondida dentro de massas, concretos e tijolos que há faz permanecer em pé.
Frenquentemente, as faculdades de educação, falam, discutem sobre uma gestão democrática, coletiva, libertador, autônoma, que visão a integração de todos, não só do corpo docente, mais também a socialização do alunado.
Parece irônico, mais às vezes nos dá uma vontade imensa de ri, de questionar tamanha afronta que nós é feita pelos discursos desses profissionais, pelo simples foto (e que talvez não seja nem tão simples assim) de que tamanho discurso ou opinião não condizem com a prática. Sei que cada pessoa tem o direito de expor aquilo que lhe acha justo, mais a justiça não deve ser vista e entendida de forma humana, apaziguada?
É lamentável ver docentes usando e demonstrando sua fraqueza, por meio de confortos entre alunos na defesa de um candidato que veio ser “derrotado” em campanha que parecia mais ser de rua, do que uma instituição acadêmica, que culminantemente forma cidadãos, e os lança ao mundo do trabalho, com o uso da cidadania, da ética, da responsabilidade, do compromisso aos seus colaborados, é lamentável, lamentável, lamentável,... Ver pessoas que usam seu diploma e títulos para criar confronto entre seus colegas de trabalho.
Aos alunos cabe a aceitação dessas ocorrências, pelo simples fato de não terem vozes (ou porque não dizer poder) de questionar, ou ate mesmo contrapor seus discursos sobre a não aceitação de outro administrador que venha ou não trazer a mudança, assim cabe a nós a reflexão: “quem estar apto a mudança aceita mesmo que estar não venha de maneira positiva”, e quem não gosta, usa de má fé para criticar o trabalho de seus dirigentes, esquecendo-se assim de fazer o uso da ética e de suas responsabilidades sobre a instituição e seu alunado.
Não poderia terminar essa exposição de foto ao não ser através da palavra LAMETÁVEL.


Tudo Funciona



Na educação O “tudo funciona” é lema para muitas profissionais que usa de improvisos para aplicar seu conteúdo em sala de aula, mais será que realmente o improviso contínuo funciona?

Alunos que estejam no processo de formação acadêmica em área de educação são instigados a planejar, elaborar suas aulas, dessa forma são convidadas a pensar mesmo de maneira teórica como se dará a explanação dos conteúdos, ou mesmo o uso de uma dinâmica, sem fugir da função didática e curricular do corpo escolar.

É bem verdade que professores usam alguns vezes do improviso e dá uma “
arranjadinho’ a situação vivida, até porque tanto os alunos como todo espaço escolar é um recinto dinâmica, de muitas mudanças que convive com uma múltipla diferença de pessoas, cada um responsável por sua cultura, credo, cor, gosto, etc. Assim podemos dizer, que a escola é um espaço de muitas diferenças e não apenas um aparelho ideológico e manipulador a qual muitos tomam como teses, é lógico que este possui suas regras, faz seu jogo para “induzir” o aluno a criar possibilidades de buscar assiduamente conhecimentos de mundo. Do ponto de lógica, se a escola fosse apenas um parelho ideológico e manipulador, não havia necessidades de ter faculdades de educação tão pouco a formação de professores.

Diante aos vários acontecimentos explícitos na educação frente ao fracasso escolar, evasão, dinâmica de professores entre outros, podemos dizer que o Brasil é uma PAÍS de mais (sentido de soma mesmo)
teorias, do que prática, pois o confronto dessas parece permanecer nas entrelinhas de uma folha de papel.

Fica aqui um espaço [ ] para reflexão de cada um, principalmente para aqueles que hoje busca a formação na pedagogia, para que o “tudo funciona” não vire acomodação na
práxis educativa.



Brasil de primeiro mundo?


No dia 2 de outubro desse ano o Brasil disputava com outros países a sede dos jogos olímpicos de 2016, depois de três tentativas fracassadas o Brasil finalmente dá um viva a esta conquista.

Quem assistiu, pode vibrar, e acompanhar durante um bom tempo depois da divulgação do resultado o discurso do Excelentíssimo Sr. Presidente Luis Inácio Lula da Silva, que chega até se emocionar com a Conquista do Rio de Janeira como sede dos jogos olímpicos, deixando Madri de lado, com um investimento que chegará em média a R$ 25,9 bilhões, que se dará em construções e demais coisas que se farão necessárias.

Mais deixando de lado todas as comemorações e vibrações, Lula chegou a falar que o Brasil “sai de patamar de segunda classe e entrou em patamar de primeira classe”, um grande equívoco por parte dele, já que para um país ser considerado de primeiro mundo teria que no mínimo dá boas condições de vida aos cidadãos, como moradia, saúde, higiene, e principalmente educação, visto que esta última encontra-se com uma imensa necessidade de atenção, pois o Brasil precisa urgentemente de novas reformas que se adéqüem aos padrões sócios e culturais do povo, sem essa de copias, e/ou modelos de outros países que andam funcionando muito bem.

Um grande investimento que dará ao Rio de Janeiro uma nova cara, investimento esse que poderia se dirigir ao ensino, já que falam tanto que a educação é o maior bem de um país, e quando essa anda bem, tudo parece melhor, mas parece que essa ficou pra escanteio, mais uma vez.

Não querendo menosprezar o esporte, mais só medalhas não traz investimentos ao país, só discurso feito por entidades políticas não faz diferença e muito menos as coisas acontecem.

Foi muito bom, é muito bom saber que o Brasil é capaz de organizar um evento tão grandioso com esse, mais também devemos nos questionar sobre outras responsabilidades maiores, as quais deveram dá maior preferência, como exemplo as muitas escolas que estão abandonadas, professores mal qualificados e mal remunerados, quantas pessoas vivem em condições miseráveis, a mercê, como mesmo costumamos dizer ao Deus dará, hospitais faltando profissionais e sem estrutura para atender os pacientes. A culpa não é somente dos representantes políticos, eles tem sim sua parcela, mais estaríamos sento mentirosos se não assumíssemos a nossa também, pois nós os elegemos, muitas vezes sem refletir, ou até mesmo votamos por relações de amizades, sem saber se vão trabalhar com compromisso, em prol de melhores condições para a sociedade.

Não me levem a mal, se falo dessa forma sobre a fala do Presidente, pois muitas vezes, achamos o discurso bonito, aplaudimos, e até fazemos comentários com os colegas a respeito, mas quase não refletimos sobre o que foi dito, e em cima disso esquecemos de criticar, protestar coisas que principalmente os representes políticos insistem em deixar oculto/camuflar.

Aqui estar o Vídeo da qual fiz referência anteriormente, quem se dispor a dá uma olhadinha, seria interessante, até mesmo, para não se fazer um pré-julgamento do que foi dito.




"A política... há muito tempo deixou de ser ciência do bom governo e, em vez disso, tornou-se arte da conquista e da conservação do poder.”
(Luciano Bianciardi)

ProJovem


Em junho deste ano teve-se início o Programa ProJovem Trabalhador, com o propósito de capacitar algumas pessoas para ingressarem em novas áreas profissionais.
Com o decorrer dos meses, esse programa vem tornando e aprimorando jovens em profissionais capacitados.



No dia 14 de novembro os jovens que estão na área de Telemática tiveram a oportunidade de desfrutarem de um dia repleto de atrações na cidade de Portalegre/RN, onde no mesmo os jovens tiveram acesso a diversas palestras sobre assuntos relacionados a área profissional, tecnologias e como ingressar e se manter em um primeiro emprego.





Foram apresentadas também diversas atrações, como teatros ( com o Grupo de Lucrecia e Alexandria), onde os mesmos procuraram mostrar a realidade do nosso mundo. Aconteceram também pequenas oficinas de teatro para que os jovens interagissem uns com os outros podendo assim criar novos vínculos de amizades. Desfrutaram ainda de um pequeno show com o cantor Fabiano da cidade de Martins e tiveram também acesso a área de laser oferecida pelo local ( Hotel Portal da Serra ).




Enfim, uma oportunidade dessas não cai do céu, ela deve ser agarrada e valorizada por cada participante do programa, porém alguns não dão o devido valor ou, pelo menos, não demonstram total interesse pelo mesmo; mas eu como participante devo admitir que é um programa muito interessante e que deve abrir novas portas e muitas oportunidades para os jovens participantes.

Krysllany L.



Ato de cidadania

Etimologicamente falando, a Democracia é um Regime político que se funda na soberania popular, na liberdade eleitoral, na divisão de poderes e no controle da autoridade.

A política, símbolo de uma organização e administração de um governo/representante político, também faz dos mais diferentes órgãos/ instituição.

Neste sentido não trata apenas de um regime de governo, mais de algo que nos norteia e dá direções nas nossas escolhas.

Falei logo de democracia pra dá mais sentido a algo que agora iremos debater. No Campus avançado João Ismar de MouraCajim/UERNPatú e seus referidos pólos vivem um momento de eleição para escolha de um diretor e um vice-diretor, que em respeito buscam melhoras – assim afirmam os candidatos tanto de uma chapa como outra.

As manifestações, as propagandas, os diálogos entre candidatos e alunos e até mesmo as fofoquinhas entre uma pessoa e outra se instala nos corredores da universidade. Natural que isso aconteça, movimentos apresentados em qualquer campanha eleitoral. O que não se admite de maneira alguma é difamar, e não usar da ética pra menosprezar qualquer que seja o candidato, visto que os mesmos tanto de uma chapa como de outra, até agora tem apresentado um postura bastante flexível que se faz necessária e que deveria ocorre em qualquer disputa eleitoral, sem deixar que conversinhas paralelas provoquem agressões ainda que seja de maneira verbal a outro candidato.

Duas propostas diferentes, objetivos iguais: poder, governo, ações, melhoras, ampliação do campus, descentralização entre outros, que pede aos alunos a reflexão, que sem deixar alienar-se por qualquer pessoa que busca interesses por meio desse governo (beneficio), que se paute na responsabilidade, no respeito, e na relação social na busca do coletivo em caráter transformador, e que as propostas expostas não fiquem nas entre quatros paredes da universidade.

Tão importante como ouvir os candidatos e “balançar a cabeça” como sinal de positivo pra o discurso que soa muito bem aos nossos ouvidos é analisar os seus interesses sobre o campus, sobre o seu departamento, e melhores condições oferecidos aos alunos, é votar de maneira consciente, pois assim também estaremos exercendo um ato de cidadania.

Quantos discursos ao longo do ano os alunos ouviram sobre diretores que não assumem o seu papel de maneira coerente nas escolas, que não buscaram inovar suas instituições. Não queremos Isso para o campus de Patu, assim poderemos dá a nossa parcela de contribuição nesta eleição democrática, viabilizando novas soluções perante uma figura central do diretor na “promoção” de ganho na qualidade do ensino/ educação brasileira através do voto consciente.

Sei que citei anteriormente pelo menos duas ou três vezes sobre o voto de maneira consciente, mais é uma coisa que se deve repetir constantemente, visto que o Brasil há pouco tempo começou a eleger seus representantes políticos, foi por volta do sec. XVIII, então ainda temos muito que aprender.

Mais uma vez, que nosso voto seja de maneira consciente, que não busque interesse por menor que ele seja, e que este não seja apenas por amizade ou relações afetivas, mais por acreditar que a pessoas que escolhemos seja capaz de melhorar e fazer grandes realizações em prol da comunidade uerniana independente da classe social, raça, gênero, religião etc. e que nesta segunda, dia 23/11/09 possamos comparecer alunos, funcionários e professores a esta eleição democrática que pode apresentar um valor simplesmente imenso através do VOTO e sobre tudo ao EXERCICIO DA CIDADANIA.



Livros


OLÁ

Mais uma vez estamos aqui para falar sobre livros. De essa vez resolvemos apresentar-lhes apenas um livro: “Morte e Vida Severina: auto de Natal Pernambucano – 1954 / 1955, de João Cabral de Melo Neto”.

Considero esse livro um dos que melhor retrata a vida dos nordestinos. Quem não conhece alguma pessoa de nossa cidade que partiu para São Paulo em busca de uma vida melhor, de um trabalho para sustentar a família.

Alguns por não terem trabalho (muitas vezes em virtude das secas), acabam indo em busca de novos horizontes que lhe possibilite uma melhor qualidade de vida. Infelizmente alguns não encontram o que procuram e acabam percebendo que há dificuldades em qualquer lugar e que devemos driblá-las.

Pois é, o livro (INDICADO PARA O VESTIBULAR DA UERN 2010) acima citado fala sobre isso. Abaixo segue a análise e algumas informações sobre esse belo poema, só para vocês terem uma idéia, mas o bom mesmo é que vocês leiam o LIVRO.

Ao deparar com o texto, o leitor/ouvinte combina simplicidade e concentração com imagens visuais e auditivas; é uma linguagem concisa, fluida e permeada de expressões e musicalidade popular.

O poema estrutura-se na forma de auto, peça de origem medieval e popular, e possui uma sonoridade em conseqüência da predominância de versos em redondilha maior (verso de 7 sílabas poéticas), com rimas e repetições de palavras e de versos inteiros. A influência da poesia ibérica medieval aparece nos versos breves ao descrever as casas nordestinas. Bem como a presença do mundo religioso.

A obra possui 18 trechos, ao longo dos quais Severino, o retirante, primeiro apresenta-se ao leitor para em seguida ir relatando sua viagem com o auxílio de outras vozes. Para melhor compreensão, o texto é dividido em duas partes, a primeira corresponde aos trechos de 1 à 9, que consiste na viagem da Paraíba à Pernambuco, mais especificamente até Recife; e a segunda do trecho 10 ao 18, onde é apresentada as experiências vividas pelos retirantes.

Assim como o poema, o título também é dividido em duas partes. Na primeira parte, morte e vida severina, o autor utiliza-se da palavra severina, que pode ter dois significados: Severina, nome próprio, e severina, adjetivo que provém do latim “severa”, que quer dizer sofrida, mal, ruim, rude; assim, tanto a vida como a morte são sofridas. O leitor pode perceber aqui a significação simbólica que há no jogo de palavras escolhidas pelo autor.

Na segunda parte do título temos: auto de natal pernambucano, que simboliza a esperança de uma vida nova (natal – nascimento de Jesus Cristo), onde esse novo ser, assim como o povo nordestino, poderá receber ajuda para se livrar de tanto sofrimento. É possível que o leitor identifique, com essas constatações, um traço de positividade implícita nessa composição, o que parece amenizar a aspereza da primeira parte do título.

O enredo vem mostrando Severino, um homem da zona árida do Nordeste, que sai em busca de uma vida melhor ao longo do litoral pernambucano. Em cada parada do caminho, enfrenta a morte, até chegar à última pousada, onde toma conhecimento do nascimento de um menino, prova de que não se pode resistir à negação da existência.

É possível ainda observar no poema analisado que a dureza das expressões corresponde formalmente às dificuldades e desalentos da história do retirante Severino.

Por fim, termino fazendo um convite para aqueles que se interessar em conhecer melhor essa grande obra da literatura brasileira. Estarei dando uma aula (05/12 – E. M. Leis Gomes – 13:00 hs.)sobre esse livro: nela conheceremos melhor o autor da obra (João Cabral de Melo Neto), mostrarei a análise de cada estrofe do poema, e por fim, assistiremos o filme. Estejam CONVIDADOS. Finalizando, só para vocês terem uma idéia, assistam um trecho do filme, onde os personagens (interpretados por José Dumont e Elba Ramalho) falam/cantam sobre os empregos do nordeste.



Um abraço e até a próxima.
BOA LEITURA

Susiclei de Sabino
Universitária

Novo olhar sobre a Cultura

Ao falar de CULTURA, podemos chegar a defini-la como um conjunto de costumes, valores, crenças e até mesmo experiências adquiridas por determinado povo/região.

De fato não estamos errados se afirmarmos isso, mais podemos nos questionar enquanto ser pensante, e não racional: até que ponto somos capazes de entender e participar da nossa cultura e dos demais povos?

Serrinha dos Pintos nos dias 26 à 30 de Outubro estava comemorando o seu 14° Aniversário de Emancipação Política. Enquanto muitos faziam parte de ”chocarrises e bebedeiras” (palavras ditas por Antônio Filho, responsável pela exposição desse trabalho) aproveitando a ocasião dos movimentos festivos, outros, porém, se abriam à novos olhares na busca da interação sócio-cultural na/da sociedade.

Com o privilegio de participar do evento simultâneo de animação – O Dia Internacional da Animação – com exibições de filmes de curta metragem exibidos em mais de 400 cidades do país, teve a oportunidade de fazer parte de uma cultura totalmente diferenciada daquilo que estavam acostumados a vivenciar ou pelo menos esteve aberta a entender esse movimento tão diversificado que passou a atingir a sociedade. Um “show” de animação que arrancou muitas risadas do publico no filme – AI QUE VIDA, do cineasta e jornalista Cícero Filho, exibido no dia 27/10/2009 que relata a história dos pobres nordestinos e brasileiros, que sofrem por falta de recursos e pela corrupção,muitos sem instruções que ficam na mão de políticos corruptos por obterem poucas informações sobre o atual candidato, além da falta de oportunidades. O resto da história só assistindo pra conferir, se contar tudo não tem graça. Esse filme trouxe consigo a liberdade de se provar algo novo, de vivenciar, sentir aquilo que podia ser vista nos cinemas, além disso, aproxima de uma realidade de vida que muitos passaram e por falta da informação e de conhecimento sofreu por isso. Achei bastante sugestivo!

Um pequeno município com pouco menos de 5.000 mil habitantes, passa por uma série de mudanças em todos os sentidos possíveis, um povo de muita garra, que agora se abre a cultura, antes que vivera da “ignorância” lançar um novo olhar sobre aquilo que temos de melhor, não a cultura própria, mais adquirida por algumas regiões do nordeste e do país.

Quando falo da cultura própria não estou afirmando de forma alguma que esta não a possui, apenas não a cultiva como deveria, por falta de estruturas recursos, incentivos, e até mesmo apoio de nossos governantes, etc., pois carregamos todo um percurso já vivido, que agora estão guardados na memória daqueles que acreditaram e acreditam em um município melhor.

A cultura de um povo trás marcas que ninguém pode roubar, esta que necessariamente faz parte da nossa condição humana, repleta de saberes capaz de moldar um indivíduo.

Socorro Santos
Universitária

Educação

Chega de Sofrimento

Aqui em Serrinha dos Pintos foi descoberta uma nova doença genética em 2005 por pesquisadores da USP, batizada como síndrome SPOAN, nome complicado tendo em vista o pouco grau de instrução dos moradores. Porque em Serrinha quase todos os moradores descendem de poucos ancestrais, todos nós temos certo grau de parentesco entre si. Os primos continuam casando na família e nessas uniões consangüíneas há mais riscos de gerar crianças com doenças hereditárias. E é isso que está acontecendo na minha cidade, alguns casais estão tendo filhos que se desenvolvem normalmente até os 6 ou 7 anos, mas a partir daí a síndrome começa a se manifestar, enrijecendo e enfraquecendo pernas e braços, e em menor intensidade, visão e fala. Essas crianças deixam de andar até a adolescência, ficando confinadas em cadeira de rodas e muitos delas desenvolvem deformidades no corpo. Mas quem tem essa síndrome não perde a capacidade de pensar. Conversam normalmente, como qualquer um de nós.

Surgiram lendas a respeito da síndrome, mas estão sendo esquecidas, em virtude das pesquisas que continuamente estão sendo realizadas na região. Até hoje foram identificados 17 mulheres e 9 homens vivos com SPOAN, no entanto existem muitos outros deficientes em Serrinha que ficaram assim por causa de outras doenças ou acidentes. As pesquisas revelaram que um em 250 habitantes de Serrinha tem a síndrome, e um em sete é portador da mutação genética associada à doença. Os portadores não manifestam a doença, mas podem ter filhos deficientes.

Em um futuro não muito distante, os pesquisadores conseguirão desenvolver um teste genético e caberá a cada um escolher se quer ou não fazer esse teste para saber se é ou não portador da mutação que causa a síndrome SPOAN.

Para mim, quando se trata de doença, a melhor atitude é prevenir. No nosso caso, a prevenção começa fazendo o teste, visto que, dependendo do resultado, a pessoa pode escolher com quem ela irá se relacionar. A partir daí surge outra questão bastante polêmica que deixa dividida a população serrinhense: se um casal descobrir que é portador da mutação genética associada à síndrome, ou seja, que os dois parceiros carregam o gene alterado, eles deverão decidir se querem ou não ter filhos, já que há um risco enorme do bebê nascer deficiente.

Para mim, se a paixão superar qualquer limite, o casal poderá ter filhos e cuidar deles, mesmo que eles venham a ser deficientes. Se eu tivesse de enfrentar essa situação, não arriscaria porque seria muito sofrimento. Minha cidade não oferece escolas adaptadas para portadores de necessidades especiais, e a maioria da população trata os deficientes como “coitados”. Seria muito triste para mim ter um filho que não fosse reconhecido pelo seu nome, mas sim como o “aleijadinho de Dalvan”; ou ver as pessoas tratarem o meu filho como um boneco de pano que não tem sentimentos, dizendo: “pobrezinho”, “coitadinho”, “deve ser difícil essa vida”. Essas palavras iriam doer mais em mim do que no meu filho. Seria difícil sair na rua com ele na cadeira de rodas, pois as instituições e ruas não são acessíveis nem a quem anda. E eu sempre precisaria chamar alguém para erguer a cadeira de rodas.

Mesmo que toda essa nossa realidade mudasse no futuro, ainda assim eu decidiria não ter filhos se houvesse risco deles serem deficientes. Existem muitas crianças soltas nas ruas sem famílias, no mundo da criminalidade, precisando de alguém que as abracem, as tratem com carinho, e as ajudem a ter seus olhos brilhando de alegria novamente. Por isso eu adotaria uma criança, assim não estaria arriscando ter um filho deficiente e, por outro lado, estaria dando um futuro melhor a uma criança abandonada. Quem sabe ajudando a essa criança a não se tornar um “aleijado de esperança”.

Conheço a realidade de Serrinha, acho que todos devem fazer o teste genético no futuro e evitar o sofrimento, tendo crianças deficientes. Penso também que as famílias devem tirar os seus deficientes do escuro de seus quartos e levá-los para o convívio social. Nossos habitantes mais especiais estão sempre de cabeça baixa, não porque não conseguem sonhar, mas por não enxergarem nenhuma alternativa para realizar seus sonhos.

Redação produzida pelo estudante de ensino médio de Serrinha dos Pintos (RN) Dalvan Queiroz, sob orientação da Profa. Maria Perpétua Lemos Cardoso para Olimpíadas de Português.


Seja você também um colaborador.
Envie sujestões para:


serrinhaemdia@gmail.com

Gincana Escolar - Dia 28 de Outubro

Participação das Escolas Egídio e Leís Gomes

- Clique na imagem para ampliar -













Apresentação do Grupo de Violeiros do CRAS


LIVROS


Falar sobre livros é algo muito agradável, mas lê-los é muito prazeroso. Talvez vocês estejam pensando: que bobagem, afinal de contas ninguém tem tempo para ficar lendo livros; é a escola, o trabalho, a internet, a TV, sair com os amigos...

Mas, vamos pensar um pouquinho: na escola, mesmo tendo que estudar aquele amontoado de matérias (que são necessárias), talvez vocês pudessem lê Emília no país da gramática (Monteiro Lobato) E no trabalho, indico Os doze trabalhos de Hércules (Dentre as várias adaptações encontramos a de Monteiro Lobato), lembrando que não se pode deixar de trabalhar para ir ler.

E a internet?????? Nossa, ai é o paraíso, nela podemos encontrar inúmeras obras literárias nele encontramos desde Iracema (José de Alencar) até Ensaio sobre a Cegueira (José Saramago).

E a TV? Quantos filmes e novelas não são baseados em livros? Quem nunca riu com as maluquices de Katherina e Petruchio em O cravo e a Rosa? Pois é, podemos rever toda essa historia em A megera domada (William Shakespeare).

Por fim, quem vai deixar de sair para se divertir com os amigos para ficar em casa lendo, mas o que não falta são livros que falam sobre a amizade. Só para vocês terem uma ideia, abaixo segue um trecho adaptado do capítulo 21 do livro O PEQUENO PRÍNCIPE (Antonie de Saint-Exupéry), um dos maiores clássicos da literatura mundial e que pode ser encontrado em qualquer escola.

Portanto, leiam e se possível comentem o que acharam. Até Breve...


Susicleide Sabino,
Universitária


CAPITULO 21

E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia – disse a raposa.
- Bom dia – respondeu educadamente o pequeno príncipe.
- vem brincar comigo – propôs ele. – estou tão triste...
- eu não posso brincar contigo – disse a raposa. – não me cativaram ainda
- que quer dizer “cativar”?
- é algo quase sempre esquecido – disse a raposa – Significa “criar laços”...
- Criar laços?
- exatamente. Tu não és nada ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo ...
- por favor...cativa-me! – disse ela.
-eu ate gostaria – disse o principezinho – mas não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou – disse a raposa. – Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. SE TU QUERES UM AMIGO, CATIVA-ME!
- Que é preciso fazer? Perguntou o pequeno príncipe.
- É preciso ser paciente – respondeu a raposa. – Tú se sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas cada dia te sentarás um pouco mais perto...
No dia seguinte o príncipe voltou.
- Teria sido melhor se voltasses à mesma hora – disse a raposa. – Se tu vens, por exemplo, as quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz! Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas, se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar meu coração... É preciso que haja um ritual.
- Que é um “ritual”? – Perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também – disse a raposa.
- É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas.


O PEQUENO PRINCIPE (Antonie de Saint-Exupéry)

Poesia do Estudante


Peço a todos silêncio
Pois vou alguns versos recitar,
Vou falar do ESTUDANTE
Peço a torcida para animar,
Pelo que pude ver
O verde é quem vai ganhar.

Primeiro vou falar
De um dia especial,
11 de agosto
Amanhã por sinal,
Também dia do conhecimento
E da Evolução Social.

Também concordo com ela
Pois estudar é conhecer,
E o conhecimento evolui
E faz Serrinha crescer,
Capacitar os Serrinhenses
Que estuda pra vencer.

Uma pessoa sem estudo
É todo desajeitado,
Não sabe falar direito
É todo envergonhado,
Quando abre a boca
Só fala palavreado.

Na vida do estudante
Já é tudo diferente,
Nos quatro cantos do mundo
Seja em qualquer ambiente,
Sempre sabe se sair
E só falar bonito por ser inteligente.

E meta de um estudante
É pra sempre estudar,
Vencer na vida
Também no vestibular,
É conquistar algo
Que ninguém pude tirar.

Com um diploma na mão
O estudante é vencedor,
Passa a ganhar dinheiro
E aumenta seu valor,
E cala a boca
Do povo falador.

Nossa escola
Muitos exemplos nos dar,
Capacitou muita gente
E pretende capacitar,
Pois p 3º ano em peso
Vai fazer vestibular.

Pra falar da escola
Tem que ser abreviado,
Pois dentro da mesma
O jovem é transformado,
E os colaboradores
Tem muito nos ensinado.

Eu também pretendo
Desse exemplo participar,
Pois estou estudando
E vou fazer vestibular,
E se Deus quiser
Quero aqui ensinar.

Faça seca ou inverno
Eu vou sempre aqui estar,
Estou concluindo
E pretendo mim formar,
Ser estudante é isso
Querer sempre aprofundar.

Quem não é estudante
Preste agora atenção,
O estudo é a saída
Pra qualquer situação
Você precisa sempre
Ele é a opção.

Ser estudante é legal
É ser superior,
Temos tudo de graça
Da merenda ao professor,
Tudo isso só pra
Aumentar nosso valor.

Um ser analfabeto
Só vive na aflição,
Nada parece dar certo
Tenho até compaixão,
Se receber uma carta
Passa de mão em mão.

O ser formado
Tem mais facilidade,
Consegue ser feliz
Com maior tranqüilidade,
Vive bem estruturado
Com toda civilidade.

Tem gente que se acha velho
E não dar pra estudar,
Que papagaio não aprende
Depois de caducar,
Que estudo é apenas
Para jovens educar.

Qualquer um é capaz
De aprender e ensinar,
A idade não importa
E nem vai atrapalhar,
Pois o idoso é capaz
De muitos exemplos nos dar.

Falar do estudante
É muito gratificante,
Pois o mesmo em si
Busca seu horizonte,
Garantindo seu futuro
E se tornando importante.

Falar do estudante
Também acho legal,
Construímos nossos versos
Com maior potencial,
E mostrar nosso valor
Pois somos especial.

Desde então agradecemos
A todos pela atenção,
Aos pais e a platéia
Também nossa direção,
E nosso muito obrigado
A torcida do verdão.

Erinalda e Rozineide
Alunas do 3º A.

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